segunda-feira, 19 de julho de 2010
sexta-feira, 16 de julho de 2010
Vaticano de Tanga: Já nem a Casa de Deus tem as contas em Dia!
O Vaticano apresentou pelo 3º ano consecutivo um orçamento que faria corar alguns gestores da nossa praça. Desta vez as perdas foram de 4,1 milhões de euros. A juntar aos nove milhões do ano passado começo a achar que ou Deus Nosso Senhor não tem mão naquilo ou os homens é que são fraquinhos a gerir o estabelecimento.
Eu não sei o que diria Cristo, enviado especial de Deus à Terra, se visitasse as instalações da Santa Sé, mas certamente não é preciso ser-se Nobel da Economia para perceber que o Vaticano está um pouco, como é que hei-de dizer isto, sobredimensionado em relação à realidade dos demais habitantes do Universo de Deus. Senão veja-se: "O palácio Apostólico, complexo onde reside o Papa, tem 11 mil e quinhentos aposentos, dos quais 5 mil quartos, 200 salas de espera, 22 pátios, cem gabinetes de leitura, trezentas casas de banho e dezenas de outras dependências destinadas a recepções diplomáticas"
Não vou entrar em demagogia barata e dizer que isto talvez seja um pouco demais para uma Igreja que apela à humildade, em muitos casos ao voto de pobreza. Até porque toda a gente sabe, católica ou não, o jeito que dá ter uma casa de banho à mão de semear quando estamos apertados. Mas talvez não fosse má ideia rever a necessidade de tanta assoalhada. Um T3 duplex com capela e aparcamento para 3 papamóveis não seria o suficiente?
Doutra forma sujeitam-se a alguns mal intencionados apontarem uma Igreja Católica a viver em permanente estado de opulência enquanto grande parte dos milhões de pessoas que a sustentam com doações por essas Igrejas mundo fora sobrevivem na mais profunda pobreza. E isto seria uma grande mentira. Há por isso que evitar estes boatos.
Aqueles, muitos provavelmente católicos praticantes, que tiveram de entregar a casa ao banco porque não têm dinheiro para a prestação do crédito são capazes de não compreender, ao reflectirem durante a missa num domingo qualquer, porque é que o Papa continua a viver no seu T 11500 mesmo com dívidas de 4,1 milhões?
Porque raio é que Deus é tão generoso dentro das trezentas mil paredes do Vaticano e eu vivo numa garagem com o gato a urinar-me na almofada, pensarão alguns. Porque é que esta malta toda dorme com as cabecinha em almofadas de peninha de ganso dos lagos do Tirol, com o corpinho assente em lençóis de Linho do Egipto refastelados num dos cinco mil quartos e eu tenho de dormir no banco de trás de um Seat Ibiza de 1992 com a cabeça enfiada numa almofada do Lion King a cheirar a ranço? Porque é que eu, que dei dinheiro a esta gente durante toda a minha vida, faço a barba na casa de banho da estação do metro e esta malta tem uma casa de banho diferente para cada dia do ano? Perguntinhas pertinentes que muitos certamente farão.
Fácil. O Papa não tem crédito. E se tivesse seria no Banco do Vaticano, o IOR, que gere contas bancárias das ordens religiosas e associações católicas e beneficia ainda do estatuto off-shore do Vaticano. Curiosamente está neste momento a ser investigado por alegado envolvimento em esquemas de lavagem de dinheiro. Tudo calunias obviamente. Foi apenas OMO a mais a lavar os paramentos.
Não sei se Cristo estaria de acordo com este tipo de Gestão e estilo de vida.
Parlamento Reduz Ordenados de Assessores e Autarcas
A Assembleia da República aprovou hoje o projeto de lei do CDS-PP para reduzir os vencimentos dos membros dos gabinetes do Governo, dos presidentes de Câmaras Municipais e Governadores Civis, com o PS a votar contra a proposta.
Durante a votação da proposta, os deputados socialistas Manuel Mota e Acácio Pinto anunciaram a apresentação de declarações de voto em conjunto com outros parlamentares.
No debate, o PS tinha considerado injusta e demagógica a proposta do CDS-PP, perguntando por que motivo o alargamento dos cortes salariais não contempla igualmente os gabinetes dos grupos parlamentares, a Presidência da República ou o governo regional da Madeira.
Depois de ter sido introduzido um corte nos vencimentos dos políticos, na segunda versão do Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC), o CDS propôs a mesma redução para os membros dos gabinetes dos ministros, dos presidentes e vereadores das câmaras municipais, dos governadores civis e dos gabinetes da Assembleia da República.
“Todos sabemos que a medida de corte dos salários dos políticos é mais simbólica do que proveitosa do ponto de vista da consolidação orçamental, mas a verdade é que deixar de fora o ‘staff’ político de apoio a esses cargos é passar uma mensagem errada”, sustentou, no debate no Parlamento, a deputada democrata cristã Assunção Cristas.
A deputada sublinhou que “um chefe de gabinete ou um adjunto são de nomeação política” e ajudam os titulares de cargos políticos “a exercer a sua função política”, questionando: “Que razão haverá para que fiquem de fora deste corte?”.
“Porque é o que PSD não convence o doutor Alberto João Jardim e os deputados a abdicarem dos cinco por cento, ao contrário do que acontece nos Açores?”, questionou o deputado socialista Vítor Baptista, afirmando: “Temos um PSD no Continente e temos um PSD na Madeira”.
Vítor Baptista acusou ainda o CDS de “populismo, mas de má memória”, apontando que o presidente democrata cristão, Paulo Portas, “foi também o senhor ministro do Estado e da Defesa que tinha apenas um ministério mas tinha dois gabinetes, dois chefes de gabinete e vários adjuntos”.
O deputado bloquista Luís Fazenda apontou “a falta de autoridade política e moral do CDS para trazer este projeto”, recordando “os ordenados principescos que se pagavam no gabinete do ministro da Defesa Paulo Portas e que escandalizaram o país”.
O vice presidente da bancada do PSD Luís Montenegro considerou que a proposta “faz sentido”, mas apelou para que “não fiquem dúvidas que a aplicação deste regime fica circunscrito àqueles que exercem funções eminentemente políticas” e que não se proceda a uma “dupla redução, porque muitos dos vencimentos já são indexados aos vencimentos dos titulares de cargos políticos”, e já foram portanto reduzidos.
O líder da bancada do PCP, Bernardino Soares, considerou que se trata de uma “matéria simbólica”, salientando que “não é este tipo de medidas que vai resolver os problemas e as desigualdades do país”.
Diário Digital / Lusa
quinta-feira, 15 de julho de 2010
Vendo a minha mãe - Mais um blog que vira livro!
Li e sinceramente gostei bastante, é um livro bastante leve que se lê em meia dúzia de horas e que está recheado de bom humor e de curiosidades bastantes engraças.
Vale a pena lerem!
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